Eleição para prefeito de Curitiba já tem 18 pré-candidatos

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No plano político, 2020 começa sob a expectativa das eleições para prefeito e vereador em um cenário ainda polarizado herdado da disputa de 2018. Em Curitiba, esse cenário tende a elevar a temperatura da corrida pela prefeitura da Capital, que pelo menos nessa fase preliminar assiste a uma multiplicação de potenciais concorrentes, com 18 pré-candidatos cogitados pelos institutos de pesquisa. Alguns desses nomes devem ficar fora do páreo, já que há legendas com mais de um pré-candidato, mas outros, de legendas “nanicas” devem aparecer até o prazo final para as convenções partidárias, em 5 de agosto.

A lista é encabeçada pelo prefeito Rafael Greca (DEM), que já manifestou a intenção de concorrer à reeleição. Greca tem entre seus trunfos a boa avaliação de sua gestão. Pesquisa IRG divulgada no último dia 16 aponta que 60,% dos entrevistados disseram aprovar a gestão do atual prefeito, contra 37,4% que a reprovam.

O secretário de Estado da Justiça, Trabalho e Família e deputado federal licenciado, Ney Leprevost (PSD) é outro nome apontado entre os mais competitivos. Ele leva a vantagem de integrar o partido do governador Ratinho Júnior, e o “background” da última eleição, em 2016, quando surpreendeu ao ir para o 2º turno, tirando o então prefeito Gustavo Fruet (PDT) da fase final da disputa. Leprevost acabou derrotado, mas terminou a eleição com mais de 400 mil votos, ou 46% dos votos válidos.

Apesar de ainda não ter assumido publicamente a intenção de entrar novamente na disputa, Fruet também é cotado como nome certo para a eleição deste ano. O ex-prefeito tem usado as redes sociais para criticar a gestão do sucessor, o que sinaliza o desejo de tentar uma revanche para voltar ao cargo. Fruet, porém, terá que disputar a vaga de candidato do PDT com o deputado estadual Goura, que já se colocou como pré-candidato.

Bolsonarismo – O deputado estadual Fernando Francischini (PSL) também aparece nas listas dos institutos de pesquisa como um dos nomes fortes para a eleição na Capital. Entre seus trunfos está a votação recorde para a Assembleia Legislativa, em 2018, quando fez mais de 400 mil votos, impulsionado pela onda que elegeu Jair Bolsonaro para a presidência. A saída de Bolsonaro do PSLpode deixar Francischini sem seu potencial maior cabo eleitoral, dividindo os setores mais à direita.

CONCORRÊNCIA

Os potenciais pré-candidatos à prefeitura de Curitiba:

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