Assinado decreto de instalação do Colégio Militar de Pato Branco

Em 2020 Colégio La Salle passará por período de transição, e efetivamente em 2021, unidade passa a seguir padrões militares de conduta.

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O vice-governador, Darci Piana destacou que o objetivo do governo é chegar a 20 unidades de Colégio Militar (Foto: Helmuth Kühl/Diário do Sudoeste)

Depois de ter sido retomado em janeiro deste ano, com a autorização da instalação do Colégio Militar do Paraná em Pato Branco, por parte do governador Ratinho Júnior, nessa quarta-feira (25), foi realizado no Colégio Estadual La Salle a assinatura do decreto de instalação do Colégio da Polícia Militar de Pato Branco.

A primeira unidade do Sudoeste, terá em 2020, um ano de transição pedagógica, uma vez que de fato, a gestão da Polícia Militar vai ocorrer em 2021, quando também a Escola Municipal São João Batista de La Salle, deve deixar de ocupar a atual estrutura e os alunos sendo remanejados para a unidade que está em fase de construção no bairro Parque do Som.

A expectativa do governo, é de que o edital de ingresso dos novos alunos deve ser publicado até junho do ano que vem e o início das aulas será em 2021. No ano que vem, policiais militares vão trabalhar com a direção atual, antes de assumir completamente a gestão.

Para o vice-governador, Darci Piana “o governo tem uma preocupação muito grande com a qualidade de ensino do Paraná. A instalação de unidades como esta é uma das ações para isso. Queremos chegar até o fim da nossa gestão com 20 Colégios Militares no Estado”, disse.

Segundo ele, o sistema de ensino pode ser encarado como “uma nova opção que está sendo dada, para aqueles que poderão seguir a carreira militar”. Lembrando que a unidade não é apenas para quem almeja a carreira militar, Piana destacou a formação por princípios na formação do cidadão.

Mobilizador da ideia de implantação de um Colégio Militar em Pato Branco, desde fevereiro de 2018, quando era deputado Estadual, o agora chefe da Casa Civil, Guto Silva, pontuou, que os aproximadamente 900 alunos, que atualmente estão matriculados no La Salle poderão dar continuidade à formação na instituição.

“Além de ser referência em educação, com qualidade de ensino comprovada pelos excelentes resultados no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o Colégio Militar de Pato Branco será uma alternativa pedagógica para alunos de toda a região que queiram ingressar na Polícia Militar”, afirmou Silva, destacando assim a dinâmica do modelo de educação, “muita ordem, disciplina, muitos estudos”.

Quanto a escolha do La Salle para a migração do sistema de ensino, o chefe da Casa Civil disse que além da estrutura física apresentada pela instituição, com quadras de esporte, ginásio, várias salas de aula, a proximidade com o Largo da Liberdade via possibilitar as atividades físicas, que também são características dos colégios de formação militar.

Ele ainda mencionou que, com a transição, questões burocráticas como o aluguel que até então vinha sendo pago pela Secretaria de Educação, passa a ser de responsabilidade de Secretaria de Segurança Pública.

De acordo com Silva, a unidade de Pato Branco é a sexta do Estado [Curitiba, Londrina, Cornélio Procópio e Maringá, já estão implantadas, Foz do Iguaçu, inicia atividades em 2020], e já existe uma “fila” para que novas estruturas passem pela transição.

Para o deputado estadual, Luiz Fernando Guerra Filho a implantação do Colégio Militar é uma conquista para a região. “É uma semente que foi plantada no passado e que agora estamos colhendo frutos, bons para Pato Branco e para a região.”

Modelo de ensino

O coordenador de ensino da Academia Policial Militar do Paraná, coronel Ronaldo de Abreu, explicou que as diretrizes educacionais definidas pelo Estado seguem sendo aplicadas no Colégio Militar, o que muda é a metodologia.

“Buscamos resgatar valores e disponibilizar aos alunos para que tenhamos um ambiente propício para isso [formação educacional], não só a eles, mas também a toda a comunidade escolar”, afirmou coronel Abreu.

O coronel também explicou que o quadro de professores continua o mesmo, ficando a critério de cada um a permanência ou não na unidade. “Estamos apenas fornecendo o modelo de educação, e aqueles que se sentirem à vontade irão compor o quadro de professores.”

Capitão Luiz Antônio Ferreira Junior, que integra o 3º Batalhão de Polícia Militar (BPM) será o responsável pela transição do modelo de ensino. Segundo ele “a vinda do Colégio Militar para Pato Branco cria uma nova linha profissional, em busca de excelência no campo educacional”, disse o capitão Ferreira, definindo 2020, como um ano de adaptação.

Escola Municipal

Atualmente na mesma estrutura que funciona o Colégio Estadual La Salle, atendendo alunos de 6º a 9º anos do ensino fundamental II e de 1º a 3º anos do ensino médio, fazendo parte da rede estadual de ensino, também são atendidos alunos do ensino fundamental I, de pré a 5º ano, na rede municipal de educação pela Escola São João Batista de La Salle.

Desde que foi criada a escola, foi elencada a necessidade de uma estrutura própria, que atendesse estudantes dos bairros La Salle, Centro, Parque do Som e imediações.

A construção da escola no bairro Parque do Som, é vista como uma das possibilidades de remanejar os estudantes, que devem permanecer até o fim de 2020 na atual estrutura.

Mesmo antes da confirmação de um período de transição para implantação do Colégio Militar de Pato Branco, em julho deste ano, a secretária Municipal de Educação e Cultura, Heloí Aparecida de Carli, disse ao Diário do Sudoeste que o contrato do Município com o Estado para uso do espaço tem validade até 2020, porém, na oportunidade, não soube precisar se no início, ou no término do ano.

Na oportunidade, Heloí disse que “se o Colégio Militar vier, vamos ter que negociar com eles os espaços que são utilizados pela escola, para continuarmos utilizando”. A afirmação da secretária revelava na metade do ano, atraso na obra do bairro Parque do Som, o que inclui ainda atraso de repasses de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que é vinculado ao Ministério da Educação (MEC).

Durante a assinatura do decreto do Colégio Militar, o prefeito Augustinho Zucchi confirmou, que tão logo sejam concluídas as obras no Parque do Som, os alunos serão remanejados para a nova estrutura, ou até mesmo em unidades mais próximas as residências dos alunos.

“Como 2020 será o ano da transição, os alunos continuarão aqui. Conversamos com o Núcleo [Regional de Educação], para que possamos fazer essa realocação de forma gradual, segura e que não prejudique a comunidade escolar”, disse.

Ainda de acordo com o prefeito, a obra no Parque do Som “depende exclusivamente dos recursos do governo Federal”, afirmou revelando que na próxima semana, o município secretário [Carlos Lopes, da pasta Executiva] estará em Brasília para tratar dos recursos da escola do Parque do Som, do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) do bairro São Francisco, esta última que desde fevereiro não é paga pela execução da obra. “Não podemos interferir nisso. Não posso colocar nenhum tijolo lá, então temos que aguardar”, comentando que aguarda que o recente repasse de recursos do governo Federal para a Educação, resultem em pagamentos das obras no Município.

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